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Palavra do Frei Bruno Moreira, O.P.

        

“Mulher, por que choras? A quem procurais?” (Jo 20, 15) Essa é a pergunta de Nosso Senhor a Maria Madalena e, com certeza, a cada um de nós nesses tempos difíceis, sobretudo para nós que vimos falecer nossos familiares ou amigos, nossos paroquianos, filhos e filhas da Virgem de Fátima, nossos irmãos e irmãs santa-cruzenses.

Trazemos os rostos molhados com as lágrimas do amor que fica e a angústia que nos traz a ausência física. No entanto, como Madalena, ouvimos a voz de Jesus a nos chamar pelo nome: ‘‘Maria!”. É a voz do Deus conosco, que nos acompanha sempre e que nos momentos difíceis, quando o confundimos, quando não o reconhecemos pelas adversidades e tribulações que nos perturbam, é nesse momento que Ele nos diz, como disse aos seus apóstolos: “A paz esteja convosco” (Jo 20, 21).

A paz não é a ausência das cruzes, mas é a tranquilidade de quem põe sua confiança no Senhor, de quem sabe que a vida dos que amam a Deus não conhece seu fim com a morte, antes, é continuada em uma vida bem-aventurada na eternidade, em uma felicidade sem fim. É essa a nossa esperança, para nós e para os nossos, por ela nossos passos seguem firmes, ainda que árduos, confiantes que Cristo nos dá a cruz como caminho de santificação, mas que nos auxilia a carregá-la com sua graça e misericórdia. É a fé da vida que vence a morte e da vitória do amor sobre todo o medo e todo o mal. Pela ressurreição o amor é eternizado e plenamente realizado em nós. E naquele último dia, conforme professamos no credo: “creio na vida eterna”, ressuscitados veremos novamente aqueles que fomos intimamente ligados pelos vínculos da caridade.

Em nossa peregrinação rumo ao céu, temos um modelo de entrega total, que sofreu por amor e vivenciou a dor da ausência física, mas que soube ao olhar para a cruz, ver além dela, Maria Santíssima ao olhar para a cruz tem a certeza da ressurreição, padece, mas sabe que “os que semeiam entre lágrimas, ceifarão com alegria” (Sl 125, 5). Para que tenhamos mais intensamente o regaço acolhedor da Mãe do Amor, esse ano nossa novena se converterá em trezena. Serão treze dias de intensa oração, celebração, adoração e louvor ao Bom Deus pelas maravilhas que fez na pequenez de sua serva e pelas graças que ela derrama continuamente sobre nós.

Confiamos em Nossa Senhora do Rosário de Fátima e lhe pedimos que nos seja afastado esse vírus, pela nossa pronta cooperação e pela união de todos em vista do bem comum, com gratidão e respeito diante de tantos agentes e servidores da saúde que exercem um verdadeiro sacerdócio comum pela vida doada diariamente na assistência dos nossos enfermos. A fim de alcançarmos a saúde do corpo e da alma acompanhemos o trezenário em honra da Virgem Maria, unidos na fé e na esperança, cheios do espírito do Cristo Ressuscitado e alegres pela certeza da vitória já obtida sobre o pecado, a morte e todo o mal.

A todos nós uma santa e feliz Páscoa! Alegremo-nos mesmo diante de todas as tribulações, porque a nossa esperança está em Deus e Ele não nos decepciona. Com minhas bençãos e orações.

Frei Bruno Moreira, O.P.

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